Tal como no caso das meninas, os nomes que hoje são populares revelavam um certo declínio em 1980. Este gráfico reafirma ainda o que se tem dito por aqui muitas vezes: Martim é um exemplo claro de um nome da moda, já que ao longo dos anos os valores revelados são praticamente insignificantes. Por fim, resta referir que aquele pico de popularidade em Rodrigo não é tão gritante quanto parece - na verdade, entre 1973 e 1979 as frequências mantiveram-se sempre acima dos 100...
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Crispim
Publicado por
Filipa | Nomes e mais Nomes
em
12/04/11
Já toda a gente se deve ter apercebido da popularidade de Martim, mas nem todos estão dispostos a abandoná-lo. Pois bem, a sugestão de hoje pode ser uma boa alternativa: é na mesma um dissílabo, tem a mesma terminação e ao contrário de Martim, diminutivos não faltam: Cris, Pim, Crispi... Haja imaginação!
Crispim pode ser associado a Crispino e Crispiniano todos eles derivados da palavra latina Crispus - que significa Crespo.
Para finalizar, saliente-se que embora seja bastante raro, não é de todo desconhecido; aliás, de vez em quando surge nas revistas cor-de-rosa portuguesas um Pedro Crispim, já ouviram falar? Não sei se no caso dele é nome ou apelido, mas não soa mal!
Agrada ou não agrada? Conseguem imaginar o pequeno Crispim a brincar no recreio com os Santiagos, Martins e Afonsos?
Resposta ao leitor - Martim e não Martin
Publicado por
Filipa | Nomes e mais Nomes
em
16/03/11
Um visitante deixou na caixa de sugestões a seguinte pergunta: Por que é que Martim é admitido com M e não com N no fim? Infelizmente, não lhe sei responder com segurança a essa questão.
Martim deriva da palavra latina Martinus. Não sei qual o fenómeno fonético que transformou Martinus em Martinho e, depois, em Martim, mas não deverá andar muito longe da nasalação e da palatalização. Não sendo eu especialista em linguística, creio que essa proibição se baseia na simples evolução da língua portuguesa, da qual existem outros exemplos, como visto nesta lista de nomes masculinos terminados em -im.
O N fica reservado para as palavras terminadas em M, mas no plural, seguido de S, originando, neste caso, Martins, também autorizado como nome próprio.
O N fica reservado para as palavras terminadas em M, mas no plural, seguido de S, originando, neste caso, Martins, também autorizado como nome próprio.
Talvez passe por aqui alguém que lhe possa dar a resposta correcta... A minha não deixa de ser uma suposição baseada nas longínquas aulas de Latim!
ACTUALIZAÇÃO
Entretanto chegou-me uma explicação mais académica, que passo a citar:
"Esta questão faz sentido, porque, na verdade, trata-se do mesmo som, quer se grafe com "n" ou "m". Acontece que, em português, quando se trata deste som ("i" nasalado), a regra é que com "in" se grafam apenas as vogais nasais que ocorrem no início ou no meio da palavra (como em "intenso", "cinto") e no final apenas se o som for precedido de "s" (como em rins). Grafa-se com "im" antes de "p" e "b" ("impossível", "imberbe") e - esta é a regra que nos interessa - no final de palavra (como é o caso de "Martim").
Há, no entanto, alguns casos de palavras que terminam em "in", mas é preciso notar que se trata de palavras que foram importadas de outras línguas e não sofreram nenhuma adaptação ortográfica ao português: como é o caso, por exemplo, de "check-in"."
S., muito obrigada pela paciência!
ACTUALIZAÇÃO
Entretanto chegou-me uma explicação mais académica, que passo a citar:
"Esta questão faz sentido, porque, na verdade, trata-se do mesmo som, quer se grafe com "n" ou "m". Acontece que, em português, quando se trata deste som ("i" nasalado), a regra é que com "in" se grafam apenas as vogais nasais que ocorrem no início ou no meio da palavra (como em "intenso", "cinto") e no final apenas se o som for precedido de "s" (como em rins). Grafa-se com "im" antes de "p" e "b" ("impossível", "imberbe") e - esta é a regra que nos interessa - no final de palavra (como é o caso de "Martim").
Há, no entanto, alguns casos de palavras que terminam em "in", mas é preciso notar que se trata de palavras que foram importadas de outras línguas e não sofreram nenhuma adaptação ortográfica ao português: como é o caso, por exemplo, de "check-in"."
S., muito obrigada pela paciência!
Ranking 2010 - a análise 2
Publicado por
Filipa | Nomes e mais Nomes
em
25/01/11
E hoje é a vez dos meninos.
- O nome Rodrigo já tinha chegado ao topo do ranking em 2009, e continuou a liderar em 2010. Mas a que se deverá esta popularidade? Não é difícil de explicar. Ainda que os pais possm recusar esta ligação, a verdade é que o principal responsável pelo feito é o jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho. Ele é, há anos, o principal rosto da informação da SIC; é um jornalista respeitado, com credibilidade e, não menos importante, muito bom aspecto. E mesmo que inconscientemente, estas coisas influenciam-nos. Mas o jornalista não está sozinho: a modelo Isabel Figueira também ajudou, quando escolheu esse nome para o seu filho; e do outro lado do Atlântico, mas presença habitual nas páginas das revistas portuguesas, o actor e sex symbol Rodrigo Santoro também terá a sua quota parte de responsabilidade. Rodrigo é um nome forte, daqueles que costumamos ouvir como "muito forte para um bebé"; é muito próximo do sobrenome Rodrigues (como Martim de Martins) mas nada o parece abalar. Para ser honesta, eu apostava mais em Rodrigo em 5.º lugar, mas parece que não.
Duelo de nomes
- Martim vs Tomás -
Publicado por
Filipa | Nomes e mais Nomes
em
19/01/11
Hoje opomos dois dos nomes mais populares do momento nos bebés portugueses: Martim e Tomás. Estamos na presença de dois nomes medievais, que se usam há vários séculos em Portugal. Ainda assim, Martim caiu em desuso, tendo regressado nos últimos anos à ribalta; já Tomás nunca deixou de usar completamente, mas também não era muito popular nas últimas décadas.
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